Preciso confessar que eu nunca me importei muito com as coisas que estavam acontecendo ao meu redor. Não pensava em como eu ia dar um jeito na situação e contornar os problemas, na grande maioria das vezes eu deixava tudo para lá, me escondia, chorava, esperava passar e ficava bem. Saia rindo, brincando, conversando, mas sempre com aquela angustia dentro de mim. Sempre pensei nessas coisas de um modo pouco inteligente, depois de tantos erros cometidos por minha culpa eu desisti de pensar positivo, desisti de continuar tentando fazer as coisas darem certo, de continuar vivendo.
Pensei assim por anos, pensei de forma que me fizesse ficar sozinha cada vez mais, e agora eu sei o porque de ter tão poucos amigos por perto quando eu mais preciso, eu nunca me entreguei de cara numa amizade, eu nunca fui do tipo que confiou demais, que deu espaço pra pessoa saber que quando eu precisasse, eu correria atrás dela. E foi assim que eu deixei com que as pessoas sempre soubessem que eu estaria aqui. Que quando fizesse frio, eu as as aqueceria; que quando o dia estivesse chuvoso, eu abriria o guarda-chuva ou chamaria o sol; que quando chorassem eu secaria suas lágrimas e quando quisessem conversar, eu seria a caixinha de segredo delas. De certa forma ainda é assim, sempre foi e sempre será, eu sempre estarei aqui pra todo mundo. Mas eu nunca sei quem estará pra mim. Nunca sei quem realmente vai falar 'Viviane, eu não vou desistir de você.'
Eu já perdi tantas coisas ao longo do caminho e ainda assim, estou aqui. Estou, mas não sei qual o motivo. Não sei o porque de estar em um lugar onde eu não queria, de estar vivendo as coisas que eu evito, de estar pensando nas pessoas que eu não deveria. As coisas acontecem tão rapidamente e com tanta frequencia que eu não noto, mas quando elas resolvem sair de seus esconderijos, elas vem com tudo, vem de uma vez. Vem de forma que abre uma feria, que a infecta, que a deixa em carne viva, que faz com que doa o tempo todo. Que te deixa sem direção, que analgesico nenhum vai amenizar. Te deixa com aquela ferida exposta, aquela ferida sem remédio. E de certa forma, parece que nada será capaz de mudar a dor disso tudo. Não só pra você, mas para o mundo.
Perder, não é vergonha nenhuma, sofrer, menos ainda. A vergonha é se negar a assumir, é se negar a deixar ser ajudada, é se afastar, é deixar isso acabar com você, te matar mais a cada segundo. A febre que você vai sentir nascendo de você é consequencia disso, o medo... Vai te seguir e não adiantará tentar fugir. Nunca consiguira deixar isso do lado de lá, nunca vai conseguir dizer 'Eu esqueci tudo o que eu passei' apenas conseguirá dizer 'Eu passei por todas aquelas coisas, não sei porque, mas aprendi com elas' E a unica coisa que eu, particularmente, vou conseguir dizer é 'Eu nunca te esqueci, você me deu forças pra continuar, mesmo que tenha partido, me deixado, é por você que eu farei tudo dar certo, por você que eu vou lutar, porque quando eu te encontrar quero sentir o seu orgulho, como eu sinto agora.'.
Pode parecer um post sem sentido, mas vão entender, quando o mistério se desenrrolar. ;D
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)