segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"[...] Ele me puxou em seus braços e simplesmente me abraçou. Não era o abraço de sempre, o que ele sempre me dava quando me via, ou quando se despedia. Esse era diferente... Não sei explicar o quanto, mas o suficiente pra me deixar atordoada. Ele não foi forte, não foi carente de forças. Ele foi simples, o mais simples dos abraços. Naquele momento eu não pensei em mais nada, com os lábios levemente recostados em seu pescoço eu sorri. Apenas para mim, guardando tudo o que eu poderia estar sentindo ali. Suspirei aliviada e ele pôde sentir minha respiração, senti seus braços mais fortes ao meu redor, podia sentir o movimento de seus cabelos sobre meu rosto quando ele se movia e após alguns segundos pude sentir sua pele tocando a minha.
Não era a sensação de sempre, meu corpo simplesmente estremeceu e meu coração disparou de uma forma que eu desacreditei. Ergui meu rosto devagar e dei de encontro com seus olhos. Os mais lindos olhos castanhos que eu já vi, estavam ali, me encarando; como sempre faziam quando estavam perdidos ou sem alguma noção do que fazer. Ergui meu rosto mais um pouco e pude sentir sua respiração agora tocando minha bochecha, desci os olhos levemente para a sua boca, esta estava entreaberta apenas esperando alguma reação. Sorri discretamente e voltei meus olhos aos dele, aproximei meus lábios e pude ver o contorno da sua face no mais leve sorriso, passei os meus braços em torno de sua cintura e beijei-o. Não foi um beijo rápido, devagar, de desejo ou de confusão em minha mente, como já havia sido. Foi, pela primeira vez, um beijo... Apaixonado.
Eu podia sentir todos os sintomas. Eu estava com o coração disparado, as mãos suando e uma necessidade enorme de sorrir... O beijo não durou muito mais, ele pausou com um leve selinho e me abraçou mais forte, eu o olhei e sorri sem graça. Ele nada disse, apenas me reconfortou em seus braços na mesma posição de antes. Foi ali, naquela rua escura e vazia, onde eu estava sentada em seu colo e com a cabeça em seu ombro, cercada pelos seus braços... Que eu percebi que havia me apaixonado. Só não sabia se isso era o certo ou o errado, só não sabia se deveria continuar com isso ou desistir. Quando eu pensava em todas essas coisas, ele simplesmente sussurrou: "Eu te amo."."

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